
Universidade Aberta de Verão
Trasnsformando Ensino em Aprendizagem
O homem moderno e “civilizado”, está desaprendendo a ouvir e a falar com o coração. O egoísmo e a ganância o distanciam do senso de humanidade e de solidariedade.
Preocupados com essa massificação dos sentimentos - e da alma humana – um grupo de jovens amigos universitários e arquitetos (do qual eu fazia parte) da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, reunido em Santos, em maio de 1998, discutia formas de inserir na grade curricular dos cursos universitários o módulo "Projeto Social".
Era unânime a vontade de montar um currículo sensível e sensibilizador - que trabalhasse o respeito pelo outro, pelo meio ambiente... pela vida!!!
Um currículo que nos ensinasse a detectar crises e problemas sociais e que nos preparasse para a busca de soluções para os mesmos, sem que a identidade de cada comunidade fosse alterada.
Ansiosos por esse módulo, não esperamos pela universidade. Criamos a UAV - Universidade Aberta de Verão - onde os estudantes e os profissionais recém formados poderiam aprender a lidar com comunidades tradicionais e comunidades economicamente desfavorecidas, desenvolvendo a sensibilidade e o olhar para a forma de ser de cada uma delas.
Com uma metodologia objetiva, sensível e totalmente vivencial, o curso era divido em 5 fases:
Percepção - Informação - Reflexão
Proposição - Execução
Divididos em quatro semanas, cada uma iniciada com um ritual indígena, conduzido por Kaká Werá Jecupé.
Ritual da Terra - Ritual da Água
Ritual do Fogo - Ritual do Ar
Cada ritual tinha como finalidade trabalhar no participante, as qualidades ligada ao elemento da semana, levando essa consciência para os trabalhos na comunidade.
Participei dos cursos de janeiro de 1999 (na praia do Góes - Santos) e de 2000 (comunidade Monte Cabrão - Santos) e a partir daí, comecei a empreender os meus projetos destinados à construção de um mundo melhor.



