
Universidade Aberta de Verão
Praia do Góes - Santos - 1999
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Implantada entre 2 braços de morro, essa pequena vila de pescadores nasceu no aconchego desse abraço da natureza.
Até meados dos anos 70, viveu da pesca e de uma agricultura de subsistência - cultura da mandioca, milho, feijão e amendoim – plantada entre seculares árvores nativas da mata atlântica, em perfeito estado de simbiose.
Até esse período, a vila viveu em perfeita harmonia social e ecológica.
Todas as atividades realizadas ali aconteciam em regime de mutirão: desde o feitio das redes e das embarcações de pesca, passando pela própria pesca até a divisão e venda dos peixes. Além disso, também o cultivo da terra e a construção das casas eram feitos em regime de mutirão. Aos poucos, tudo foi se dissolvendo até o ponto da extinção completa do sentido de comunidade.
Com a chegada dos participantes da UAV, a chama de solidariedade reascendeu o espírito comunitário na vila e todos voltaram a se unir em prol de um bem comum.
Após nossa partida, eles reorganizaram a associação de moradores e resgataram a barqueata a São José – o padroeiro dos pescadores.



















